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Lockheed C-5 Galaxy |
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| - Avião de transporte militar - E.U.A. (1970) - |
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| Fonte: U.S. Air Force photo by Brett Snow, Public domain, via Wikimedia Commons |
RESUMO HISTÓRICO
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O Lockheed C-5 Galaxy é um avião de transporte estratégico quadrirreator, de asa cantilever alta e empenagem em T. Foi concebido e fabricado pela empresa norte-americana Lockheed (atual Lockheed Martin) para a Força Aérea dos Estados Unidos (USAF). A sua produção decorreu entre 1968 e 1989, inserindo-se no período histórico da Guerra Fria, com desenvolvimento iniciado no início da década de 1960 para responder ao requerimento CX-HLS da USAF. O Galaxy foi precedido conceptualmente pelo Lockheed C-141 Starlifter, partilhando com este e com o posterior Boeing C-17 Globemaster III a configuração geral de transporte pesado. As suas características distintivas incluem uma porta de carga dianteira que se abre para cima, permitindo o carregamento simultâneo pela frente e pela traseira, e um trem de aterragem com 28 rodas que lhe possibilita operar em pistas relativamente curtas (cerca de 1200 metros). O objetivo do projeto era transportar cargas pesadas e volumosas, como tanques de guerra ou helicópteros, com uma capacidade de 115 toneladas para 6000 km ou 65 toneladas para 12000 km. O C-5 foi desenhado para assegurar o transporte estratégico intercontinental de equipamento militar oversize, reforçando a capacidade logística global dos EUA. Além do transporte de material de guerra em conflitos como o Vietname, o Golfo Pérsico, o Iraque, o Afeganistão e a Guerra do Kosovo, o Galaxy tem sido utilizado em missões de apoio a aliados (como o reabastecimento de Israel durante a Guerra do Yom Kippur), em ajuda humanitária, em operações de socorro a desastres e no apoio ao programa espacial norte-americano. O primeiro voo do protótipo ocorreu a 30 de junho de 1968. Até 1982, foi o maior avião do mundo, sendo atualmente superado apenas pelo Antonov An-124 Ruslan, pelo Antonov An-225 Mriya, entretanto destruído na guerra da Ucrânia (ambos russos/ucranianos) e pelo Airbus A380. Foram produzidas 131 unidades no total. O programa enfrentou sobrecustos significativos, o que levou a USAF a reduzir a encomenda inicial de 115 para 81 aparelhos na primeira fase. Ao longo do tempo, foram desenvolvidas quatro versões principais, incluindo a C-5M Super Galaxy, que incorpora motores mais potentes e modernos e aviónica atualizada, estendendo a vida operacional da frota para além de 2040. Atualmente, estão em serviço 52 aeronaves, todas modernizadas para o padrão C-5M. A versão C-5M Super Galaxy destaca-se pela substituição dos motores originais pelos modernos General Electric CF6-80C2, que oferecem maior potência, eficiência e fiabilidade, reduzindo o ruído e o consumo de combustível. Esta atualização, combinada com aviónica digital e sistemas renovados, permitiu aumentar a capacidade de carga, a autonomia e a disponibilidade operacional, mantendo o Galaxy como um pilar do transporte aéreo estratégico norte-americano. |
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| Esquema B&W: Lockheed C-5 Galaxy - 3 views, via Saggittarius A, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons |
ESPECIFICAÇÕES
DESCRIÇÃO
| País de origem | Fabricante |
| E.U.A. | Lockheed Corporation Lockheed Martin |
| Tipologia de missão / Função | |
| Avião militar de transporte | |
| Projeto antecedente | Desenvolvido em |
| 1º voo | Introduzido |
| 30 de julho de 1968 | 1970 |
| Período de produção | Aposentado |
| C-5A: 1968–1973 C-5B: 1985–1989 |
|
| Projetista | Quantidade produzida |
| 131 aparelhos (C-5A: 81; C-5B: 50) | |
| Custo unitário | Variantes |
| 167,7 milhões | |
| Período histórico | |
| Guerra do Vietname; Guerra do Golfo | |
CARACTERÍSTICAS GERAIS
| Comprimento | Envergadura | Altura | Superfície alar |
| C-5B: 75,50 m ( ft) C-5M: 75,31 m ( ft) |
C-5B: 67.90 m ( ft) C-5M: 67.89 m ( ft) |
C-5M: 19.84 m ( ft) | C-5M: 576 m² ( ft²) |
| Peso vazio | Peso carregado | Peso máximo à descolagem | Teto máximo |
| C-5M:172 371 ( lb) | Kg ( lb) | C-5B: 380 000 kg ( lb) C-5M: 418 000 kg ( lb) |
C-5B: 11 000 m ( ft) C-5M: 11 850 m ( ft) |
| Velocidade Máxima (Vno) | Velocidade de cruzeiro | Autonomia bélica | Autonomia (MTOW) |
| C-5B: 870 km/h C-5M: 855 km/h |
Km/h | C-5B: 6 000 km | C-5B: 9 600 km C-5M: 9 165 km (129 000 Kg) |
| Regime de subida | Carga alar | Potência/Peso | Alongamento |
| m/s | Kg/m² | kW/Kg | |
| Tripulação / Capacidade | |||
| C-5M: 7 | |||
| Motorização | |||
| C-5B: 4 motores General Electric TF39-GE-1C, com um empuxo por motor de 195 kN (19 880 kp) C-5M: 4 motores turbofan de alto rendimento CF6-80C2 General Electric, com um empuxo por motor de 51.000 lbf (225 kN) |
|||
| Hélices | |||
| Armamento / Carga bélica | |||
| Desarmado | |||
PLANE ART
| 400 PX | 400 PX |
PROFILES
| 400 PX | 400 PX |
PRINCIPAIS UTILIZADORES
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| E.U.A. |
AVIÕES DE COMPARÁVEL TIPOLOGIA E PERÍODO
| 188x141 px | |||
| Antonov An-124 Ruslan | Antonov An-225 Mriya | Boeing 747 | Boeing C-17 Globemaster III |
| Lockheed C-130 Hercules | Lockheed C-141 Starlifter |
VARIANTES E VERSÕES
| Lockheed C-5A |
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O avião que saiu da fábrica da Lockheed nos inícios do ano 1968 tinha certas semelhanças com o Lockheed C-141 Starlifter. Tal como ele, era um avião quadrirreactor, com asa cantilever alta e empenagem (cauda) em T e incorporava portas de carga que podiam ser abertas em pleno voo. Porém, a seção dianteira da fuselagem era bastante diferente do C-141, principalmente no que diz respeito à cabine de pilotagem, situada sobre a parte da frente do porão de carga. Essa disposição, incomum para a época, possibilitou que a parte frontal da fuselagem se pudesse “abrir” para cima, permitindo carregar ou descarregar volumes pelas duas extremidades do avião simultaneamente. Assim, o procedimento de carga e descarga poderia ser unidirecional, o que era particularmente vantajoso no caso de a carga serem veículos, já que assim não teriam que realizar marcha atrás (manobra complicada e perigosa de fazer dentro de um avião e que pode danificar o mesmo) para entrar ou sair do avião. Ou seja, eles poderiam mover-se dentro do avião apenas numa direção. Um tanque, por exemplo, poderia entrar pela parte da frente (no momento do carregamento) e sair por trás (aquando do descarregamento), ou vice-versa. A fuselagem do Lockheed C-5A possuía dois pisos, passíveis de serem usados de forma variável para passageiros, para transporte de carga ou numa combinação de ambos. Exatamente atrás da cabine dos pilotos havia uma pequena cabine para quinze passageiros; uma segunda, maior, foi instalada na parte superior da fuselagem e atrás das asas, podendo acomodar até 75 passageiros. O compartimento de carga media 4,07 metros de altura, 5,8 metros de largura e 37 metros de comprimento. A sua capacidade era de, aproximadamente, 880 metros cúbicos. Isso é suficiente para, por exemplo, carregar dois M1 Abrams (embora por questões de segurança tal não se faça), quatro M2 Bradley, seis M1126/M1135 Stryker ou seis helicópteros Apache. A partir de 1971 começou a ter um papel muito importante em termos logísticos na guerra do Vietname já que, de uma só vez e rapidamente, transportava grandes quantidades de carga para esse conflito. Porém, começaram a surgir problemas de fadiga de material nas asas do avião que tendiam a rachar em determinadas condições e o seu uso teve que ser limitado/restringido. Em 1973, com as 81 unidades produzidas, a produção foi cancelada. Em 1977, a USAF decidiu resolver os problemas dos seus C-5A relacionados com as asas. Assim, em 1978, os C-5A começaram a ser refeitos com novos conjuntos de asas projetadas e fabricadas pela Lockheed. Após mais 178 milhões de dólares, 77 dos C-5A originais tinham sido elevados ao padrão C-5B. |
| Lockheed C-5B |
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O Lockheed C-5B foi a primeira melhoria no projeto do avião. Foi desenvolvido para ultrapassar os problemas com as asas surgidos na versão original mas acabou também por ser modernizado com novos aviónicos e motores TF-39-GE-1C mais potentes. Nas novas asas foi utilizada uma liga de alumínio mais resistente, o que reforçou a estrutura da asa e lhe conferiu um alto grau de resistência à corrosão. 77 C-5 originais foram modernizados, passando ao padrão C-5B. Em dezembro de 1984, o Galaxy justificou sua dispendiosa reforma/atualização, estabelecendo um novo recorde de transporte de carga útil e recordes nacionais de peso bruto de descolagem e de aterragem, mostrando estar finalmente apto a estabelecer-se como um aparelho seguro e muito eficiente de transporte de carga pesada. Em 1986, a linha de produção foi reaberta para fabricar 50 novos C-5Bs aprimorados, que incorporaram as modificações e melhorias resultantes da experiência com o C-5A. O primeiro C-5B foi entregue à Força Aérea dos Estados Unidos em 1986. A produção desta versão durou três anos e terminou em 1989. Tanto o C-5A como o C-5B tinham uma capacidade máxima de carga útil de 118 toneladas que podiam transportar até distâncias de 5526 km. Essas distâncias podiam ser maiores já que possuíam a capacidade de reabastecimento em voo. No entanto, em caso de conflito, como por exemplo no Vietname, podiam transportar cargas até 132 toneladas. |
| Lockheed C-5C |
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Lockheed C-5C foi a designação dada a dois aparelhos operados pela Força Aérea dos Estados Unidos para a NASA, sobretudo para o transporte de satélites e equipamentos espaciais de grandes dimensões ou extremamente pesados. Para isso, o C-5 Galaxy sofreu algumas alterações por forma a aumentar e reforçar o compartimento de carga. As principais modificações passaram pela extinção do compartimento traseiro de passageiros; a divisão da porta de carga traseira em duas e a instalação de uma antepara móvel nova. Algumas fontes consultadas referem que a “porta” frontal deixou de existir. |
| Lockheed C-5M (Super Galaxy) |
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O Lockheed C-5, também conhecida por C-5M Super Galaxy é a versão atual e foi desenvolvida tendo em vista a redução dos custos operacionais. Na realidade não se trata de um novo avião fabricado de raiz, mas sim de um upgrade aos aviões já em operação. A primeira atualização de um avião para o padrão C-5M foi realizada em 2006 e os voos de teste começaram nesse mesmo ano. Como os testes correram bem foi emitida uma ordem para a atualização de 52 aviões, atualização essa que começou em 2009. O C-5M Super Galaxy atingiu a capacidade operacional em 2014, com a entrega de 16 aviões. Em 2015 já 30 aviões tinham sido atualizados e prevê-se que o projeto de atualização termine em 2018 com uma frota total reduzida para 52 aviões, que se prevê que permaneçam operacionais até 2030. Os C-5 não atualizados serão aposentados. Os upgrades realizados incluíram novos motores comerciais General Electric F138-GE-100 (CF6-80C2L1F), aviónicos atualizados, novo sistema de piloto automático, revisão total da parte eletrónica, atualizações do trem de aterragem entre outras melhorias. Os aviões C-5A / B Galaxy sempre apresentaram sérios problemas de fiabilidade que resultaram em baixas taxas de capacidade de missão. Na atualização para a versão C-5M tentaram resolver-se alguns desses problemas. Por exemplo, as taxas de falha e horas de manutenção supostamente foram reduzidas para menos de metade e a fiabilidade dos motores, supostamente, aumentou dez vezes. No entanto, mesmo assim, o C-5M Super Galaxy é muito mais problemático e caro de manter do que o menor Boeing C-17 Globemaster III. Devido aos novos motores, o Super Galaxy é mais rápido, tem um alcance maior, bem como uma descolagem 30% mais curta e uma taxa de subida 38% maior. Para além disso, pode transportar mais carga já que tem uma capacidade máxima de carga útil de 130 toneladas, enquanto o original C-5A Galaxy podia transportar “somente” 118 toneladas. O C-5M Super Galaxy tem uma autonomia impressionante quando atestado com as 150 toneladas de combustível que consegue carregar nos seus depósitos. Por exemplo, com uma carga de 54 toneladas pode percorrer mais de 9700 km. Se necessário pode ser reabastecido durante o voo. Apesar da sua complexidade, o C-5M Super Galaxy é operado por uma tripulação relativamente pequena de sete elementos (dois pilotos, dois engenheiros de voo e três loadmasters, membro da tripulação responsável pela carga). O C-5M é o maior avião operacional das forças militares americanas e é um dos maiores aviões do mundo. O compartimento de carga tem 36,8 metros de comprimento, 5,8 metros de altura e 4,1 metros de largura. O Super Galaxy possui, tal como os seus antecessores, a capacidade de ser carregado tanto pela sua parte fontal como parte traseira. Pode transportar dois tanques de batalha M1A2 Abrams (embora por questões de segurança tal regularmente não se faça), 10 veículos blindados de reconhecimento LAV-25 ou 16 HMMWVs. Em alternativa, pode transportar 36 paletes 463L padrão ou uma combinação de veículos e paletes. O C-5 também pode transportar uma unidade militar pronta para combate. O andar superior acomoda 73 passageiros. O andar inferior pode ser configurado para o transporte de 270 tropas completamente equipadas. Embora não seja habitual pode realizar lançamento aéreo de carga e também realizar a largada de paraquedistas. Em 13 de setembro de 2009, uma aeronave C5M estabeleceu 41 novos recordes mundiais. |
INFORMAÇÃO ADICIONAL / FONTES
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